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Robótica como ferramenta de aprendizagem

Em entrevista, diretor da Escola Internacional de Alphaville explica como tecnologia, STEAM e cultura maker contribuem para a formação integral dos alunos

Glaucia Arboleya

Glaucia Arboleya

Publicado em 01/09/2026 · atualizado há 2 semanas · 4 min de leitura

Robótica como ferramenta de aprendizagem
Carlos Maffia Neto é diretor da Escola Internacional de Alphaville — Foto: Divulgação

Em um cenário em que criatividade, pensamento crítico e capacidade de adaptação ganham cada vez mais importância, a robótica deixa de ser apenas uma ferramenta ligada ao universo da tecnologia e passa a ocupar espaço estratégico na educação. Os estudantes são estimulados a experimentar, lidar com erros e encontrar soluções para problemas concretos.

Na Escola Internacional de Alphaville, essa abordagem faz parte de uma proposta de aprendizagem prática e interdisciplinar, que reúne iniciativas como o MakerSpace e o STEAM. Confira uma entrevista sobre o assunto com o diretor Carlos Maffia Neto.

efe. O que a robótica pode oferecer ao processo de aprendizagem que outros métodos tradicionais não conseguem?

Carlos. A principal contribuição está na possibilidade de aprender fazendo. Quando o estudante desenvolve um projeto, ele precisa pesquisar, planejar, testar hipóteses, identificar erros e buscar alternativas. Esse processo torna conceitos de áreas como matemática, ciências e tecnologia mais concretos e favorece o desenvolvimento do pensamento crítico, da criatividade, da resolução de problemas, da autonomia e do trabalho em equipe.

efe. Como a robótica está inserida na proposta pedagógica da Escola Internacional?

Carlos. Na Escola Internacional, a tecnologia está inserida em uma proposta de aprendizagem prática e interdisciplinar, especialmente por meio do MakerSpace e do STEAM. O MakerSpace é um ambiente dedicado à criatividade, à experimentação e ao aprendizado prático, equipado com recursos como impressoras 3D e cortadoras a laser. No Ensino Fundamental I, os alunos têm aulas quinzenais nesse espaço, nas quais desenvolvem habilidades de design e inovação a partir da cultura do “faça você mesmo”. Já no Ensino Fundamental II, o STEAM integra ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática, estimulando os alunos a resolver problemas complexos e trabalhar em equipe.

efe. Por que a robótica ganha cada vez mais espaço dentro das escolas?

Carlos. Ela aproxima o estudante de situações concretas e permite que ele transforme conceitos em soluções práticas. Ao criar, testar e aprimorar um projeto, o aluno deixa de ser apenas receptor de informações e passa a investigar, tomar decisões e buscar soluções. Esse tipo de experiência também dialoga com as demandas de um mundo em constante transformação, no qual criatividade, pensamento crítico, colaboração e capacidade de adaptação são cada vez mais importantes.

efe. A robótica deve ser entendida apenas como uma preparação para carreiras ligadas à tecnologia ou pode contribuir para a formação dos estudantes de maneira mais ampla?

Carlos. Embora experiências com tecnologia possam despertar o interesse por carreiras relacionadas à ciência, engenharia e inovação, as competências desenvolvidas nesse processo são importantes independentemente da profissão que o estudante escolher. Nossa proposta de formação integral busca desenvolver competências cognitivas, socioemocionais e éticas, além de estimular curiosidade, autonomia, protagonismo e capacidade de trabalhar de forma colaborativa. A tecnologia, nesse contexto, é uma ferramenta para ampliar essas possibilidades de aprendizagem, e não um objetivo isolado.

efe. O que podemos esperar dos próximos anos em relação à robótica na educação?

Carlos. A tendência é que experiências de tecnologia, STEAM e cultura maker estejam cada vez mais conectadas a diferentes áreas do currículo, permitindo que os alunos pesquisem, criem, testem e desenvolvam soluções para problemas reais. Ao mesmo tempo, será fundamental preparar os estudantes não apenas para utilizar novas tecnologias, mas para pensar criticamente sobre elas.

Glaucia Arboleya

Colunista

Glaucia Arboleya

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