Um novo olhar sobre VAN GOGH
Em 2027, o MASP coloca o artista holandês no centro de uma exposição que revisita sua produção e questiona a tradicional associação entre genialidade e loucura
São Paulo terá, em 2027, um encontro especial com Vincent Van Gogh. O MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) prepara uma exposição dedicada ao artista holandês como parte de sua programação e de um amplo eixo curatorial voltado às relações entre arte, cultura e saúde mental. As datas exatas de abertura e o calendário de vendas de ingressos ainda não foram divulgados.
A mostra será uma oportunidade para aproximar o público de um dos nomes mais celebrados da história da arte.
Van Gogh (1853–1890) produziu uma obra singular em pouco mais de uma década de atividade artística. Suas pinceladas intensas, cores vibrantes e paisagens carregadas de movimento ajudaram a transformar a pintura do final do século XIX e influenciaram gerações de artistas.
A relação entre a produção artística de Van Gogh e sua saúde mental será um dos pontos de interesse da progra-
mação do MASP. Ao longo do tempo, sua trajetória foi frequentemente resumida à figura do “gênio louco”, uma interpretação que acabou associando criatividade e sofrimento psíquico de maneira quase indissociável.
UM ACERVO RARO
A relação do MASP com Van Gogh ganha ainda mais relevância porque o museu possui quatro pinturas do artista em sua coleção, realizadas nos últimos anos de sua vida: Passeio ao crepúsculo (1889–90), Banco de pedra no asilo de Saint-Rémy (1889), A arlesiana (1890) e O escolar (O filho do carteiro – Gaminau Képi) (1888).
Três dessas obras foram realizadas durante o período em que Van Gogh esteve internado no asilo de Saint-Rémy, na França. A quarta foi pintada em Arles, antes da internação. Mais informações da exposição pelo site (www.masp.com.br).
Colunista
Glaucia ArboleyaNewsletter da efe
Alphaville na sua caixa de entrada
Negócios, network e lifestyle da região — uma seleção da redação, toda semana.
Pronto! Confirme a inscrição no seu e-mail.